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Seguros telemáticos

Seguros telemáticos

Nos últimos anos, tem-se assistido a um ambiente organizacional cada vez mais complexo, incerto e dinâmico, fortemente impulsionado pelo desenvolvimento tecnológico, em particular, capacidade de interconectividade entre pessoas e dispositivos – a denominada Internet das coisas (IoT). Esta realidade potencia o conceito de seguros telemáticos, isto é, promove o desenvolvimento de produtos de seguros que beneficiem do envio, da receção e do armazenamento de dados por meio de equipamentos de telecomunicações.

Considerando esta realidade, a i2S, enquanto empresa produtora de software para a indústria seguradora, procura incorporar nos seus produtos as dimensões tecnológicas e de negócio que melhor contribuam para o desenvolvimento de soluções inovadoras e atrativas para as seguradoras. Neste sentido, a i2S tem em execução o projeto ModAPNVida, cujas dimensões exploradas incluem os seguros telemáticos.

Na prática, os seguros telemáticos potenciam uma nova abordagem à customer journey. Tradicionalmente, a customer journey nos seguros é muito focada no ato da compra do seguro, nos momentos de pagamento e na ocorrência de um sinistro. Com a adoção da telemática, as seguradoras podem revolucionar esta realidade, originando assim uma maior aproximação dos clientes às seguradoras.

Uma das potencialidades da telemática prende-se com a possibilidade de a seguradora oferecer aos clientes produtos de seguros que variem em função da utilização do seguro ou em função do comportamento do cliente. Esta realidade é aplicada, por exemplo, aos seguros Automóvel, onde se podem definir dois tipos de produtos:

  • Pay As You Drive (PAYD): o cliente paga em função da utilização do veículo;
  • Pay How You Drive (PHYD): o cliente paga em função do seu comportamento no ato da utilização do veículo.

Estas abordagens tornam-se possíveis porque a telemática disponibiliza dados tão variados como os quilómetros percorridos, a data e a hora de condução, o tipo de vias utilizadas, a localização, a velocidade média ou o tipo de condução realizada. Estes dados permitem não só conceber um produto personalizado, tendo em conta o perfil do condutor, mas também manter um maior contacto com o cliente. Estes contactos podem incluir, por exemplo, o envio de conselhos para um melhor comportamento na estrada, ação que se assume como medida de prevenção, com o propósito de reduzir o risco de ocorrência de sinistros.

Por outro lado, a seguradora poderá implementar o conceito de gamification, através do qual o cliente é recompensado em função do seu comportamento, e criando assim uma relação de maior proximidade e de continuidade.

A telemática permite também oferecer um melhor serviço em caso de ocorrência de sinistro. Tomando a seguradora conhecimento, em tempo real, da existência de um sinistro, esta poderá imediatamente prestar apoio ao cliente através da disponibilização de variados serviços como, por exemplo, o serviço de reboque e o serviço de apoio a vítimas.

Por fim, o acesso a dados mais ricos e em tempo real permite à seguradora implementar procedimentos de deteção de fraude, minimizando os custos decorrentes da existência de prevaricadores e aumentando os benefícios para os bons clientes.

A figura 2 apresenta a nova customer journey assente nos seguros telemáticos.

Mas, antes de conseguirem avançar e aproveitar todo o potencial desta tecnologia, as seguradoras terão de enfrentar o desafio de como gerir a enorme quantidade de dados que esta tecnologia gera. O big data torna-se, assim, um novo desafio para as companhias de seguros, quer pelo volume e pela variedade de dados, quer pela velocidade de geração dos mesmos.

No entanto, esta realidade traduz-se numa fonte inesgotável de conhecimento, obtido através de novas análises a novos dados. Neste novo paradigma, as seguradoras podem conhecer melhor os clientes e criar produtos e serviços que respondam às expectativas destes. Adicionalmente, as seguradoras podem beneficiar deste conhecimento para obter uma melhor análise do risco e reduzir a sua exposição ao mesmo. Na prática, o big data pode ser entendido como a ferramenta que permite às seguradoras conhecer, conquistar e reter os clientes.

 

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